Adoçantes
Antigamente, ser diabético significava uma vida com refeições
sem o mais agradável aspecto para o paladar: doçura.
Hoje, regras para se evitar o açúcar foram relaxadas.
Novos adoçantes de baixas calorias, tão saborosos
quanto o açúcar podem fornecer doçura sem
calorias extras. Como resultado, pessoas com diabetes podem comer
alimentos tão bons em sabor, quanto em nutrição.
Vida Doce
O açúcar de mesa (sacarose), era considerado prejudicial
à saúde de pessoas com diabetes. Médicos
e nutricionistas assumiram que o açúcar de mesa
era digerido e absorvido com mais rapidez do que amidos, como
batatas e pães. Eles pensavam que o açúcar
de mesa poderia causar uma enorme subida da glicose no sangue.
Eles estavam errados.
Mais de uma dúzia de estudos comprovaram que os açúcares
nas comidas não elevam a glicose no sangue mais do que
amidos. A American Diabetes Association (ADA) mudou suas recomendações
nutricionais para dizer, “evidências científicas
demonstraram que o uso de sacarose como parte do plano alimentar
não prejudica o controle da glicose no sangue de indivíduos
com diabetes tipo 1 ou tipo 2.”
Todavia, uma regra importante permanece: você precisa acertar
com seu médico endocrinologista e/ou nutricionista como
lidar com o açúcar no seu planejamento alimentar.
O açúcar não é um “alimento
livre”. Se conta como carboidrato. Quando você escolhe
comer alimentos que contém açúcar, você
precisa substituí-los em seu planejamento alimentar pelos
alimentos com carboidratos, isto é, deixa de comer esses
últimos.
O que é um alimento doce?
Os rótulos com as Informações Nutricionais
nos pacotes dos alimentos o informará quantos gramas de
açúcar tem por porção deste alimento,
como também quantos gramas do total de carboidratos. O
nutricionista pode ajudá-lo a ler o rótulo do novo
alimento. Ele também fará um cálculo nutricional
para que você saiba quanto carboidrato você pode consumir
em cada refeição.
As más notícias
As novas recomendações são ótimas,
mas há ainda razões para limitar a quantidade de
açúcar que você deve consumir. Alimentos doces
são na maioria das vezes sem muita nutrição.
Eles possuem calorias, mas poucas vitaminas, minerais, e fibras
que são importantes para a saúde.
Alimentos feitos com muito açúcar "possuem"
na maioria das vezes altos índices de gordura.
Veja os valores "comparados" (trocados) de alimentos
como sorvete, bolo, e chocolate. Metade de uma xícara de
sorvete equivale um (1) amido e duas (2) trocas de gordura. Comer
alimentos com altos valores de gordura pode colocá-lo em
risco de doenças do coração e dos vasos sangüíneos.
Lembre-se que cada pessoa reage de formas diferentes a um alimento.
Uma boa idéia é checar a glicose do sangue após
consumir um alimento com açúcar. Você pode
ser capaz de comer uma porção de alimento com açúcar
sem muitas alterações nos níveis de glicose
no sangue. Ou você pode descobrir que os níveis de
glicose no sangue sobem bastante e você precisa tomar cuidado
quando comer alimentos açucarados. Se você toma insulina,
seu nutricionista pode orientá-lo como aumentar a dose
da mesma, caso você planeje comer algum alimento com açúcar
ou com carboidrato a mais.
Diferenciando os “açúcares”
Há diversos tipos de “açúcares”.
Você deve ficar atento, pois os rótulos das Informações
Nutricionais agrupam todos os tipos de açúcar em
uma só categoria: “açúcares”.
O açúcar de mesa é chamado de sacarose. Você
pode reconhecer outros açúcares nos rótulos
porque seus nomes químicos também terminam em “-ose”.
Estes são: glicose (também chamado dextrose), frutose
(também chamado levulose), lactose, e maltose. Outros tipos
de carboidratos são os açúcares do álcool:
sorbitol, xylitol, e manitol.
A frutose e os açúcares do álcool podem
ter um efeito menor nos níveis da glicose no sangue do
que a sacarose ou outros carboidratos. Estes adoçantes
podem ser usados em quantidade moderada, mas não há
razão para o uso de grandes quantidades de frutose ou açúcares
do álcool no lugar da sacarose. Grandes quantidades de
frutose podem aumentar os níveis de gordura no sangue.
A sacarose é conhecida por diversos nomes, dependendo
de seu aspecto e da maneira que foi processada. Melados, açúcar
de beterraba, açúcar mascavo, açúcar
de cana, açúcar de confeiteiro, açúcar
refinado, etc..., são todos basicamente açúcares
de mesa e têm efeitos similares nos níveis de glicose
no sangue.
Outros alimentos naturais e processados possuem muito açúcar.
Estes alimentos são: xarope de milho, xarope de cana de
açúcar, mel, leite condensado, e chocolate.
Adoçantes com Baixas Calorias
Adoçantes com baixas calorias são “alimentos
livres”. Adoçam os alimentos, e não têm
calorias e não elevam os níveis de glicose no sangue.
Não são contados como carboidratos, como gorduras,
ou outros. Podem ser adicionados às suas refeições
ao invés de substituídos.
O FDA – Food & Drug Administration – (órgão
americano responsável pela aprovação de alimentos
e remédios) - aprovou o uso dos adoçantes de baixas
calorias. A ADA – American Diabetes Association –
(Associação Americana de Diabetes) aceitou a conclusão
do FDA, isto é, que esses adoçantes são seguros.
Adoçantes artificiais ou sintéticos: sacarina,
aspartame, ciclamato, acessulfame-K e sucralose.
Sacarina – A sacarina serve para adoçar tanto os
alimentos quentes como frios. Devido à sua estabilidade,
a sacarina pode ser usada em vários alimentos, na indústria
de cosméticos e de medicamentos. Estudos feitos em humanos
sugerem que a sacarina não causa câncer.
Aspartame – Seu valor calórico é de 4 Kcal/g.
Graças ao seu alto poder adoçante, usa-se pequenas
quantidades para se chegar à doçura desejada. Não
é estável em altas temperaturas. Gestantes e lactentes
podem fazer uso do aspartame. Devido o aspartame conter produtos
com fenilalanina, pessoas com a doença fenilcetonuria não
devem comer nem beber produtos com fenilalanina.
Ciclamato - Entre suas características estão a
presença residual e a sua estabilidade em altas temperaturas.
Não apresenta calorias.
Acessulfame-K – Esse adoçante é utilizado
nas indústrias de panificação, confeitos,
bebidas e produtos lácteos. Não apresenta calorias.
Sucralose – É altamente estável em temperaturas
elevadas, e ainda pode ser usado em qualquer produto onde é
usado o açúcar, como bebidas, assados, alimentos
pasteurizados, esterilizados, etc...Além disso, pode ser
utilizada em gelatinas e pudim em pó, sucos, compotas de
frutas e adoçantes de mesa. Não apresenta calorias.
Todos esses adoçantes de baixas calorias podem ajudar
tanto os diabéticos como pessoas que estão acima
do peso e desejam perder algumas calorias e ter um planejamento
alimentar saudável. E ainda, esses adoçantes são
recomendáveis também por reduzirem as calorias e
carboidratos quando usados no lugar do açúcar, como
no café, chá, cereal e fruta.
Adoçantes naturais: frutose, sorbitol, manitol e esteovídeo.
Frutose: Extraída das frutas e do mel. É mais doce
que a sacarose (açúcar refinado) 173 vezes. Apresenta
4 Kcal/g e provoca cáries. Diabéticos devem utilizá-la
com orientação do médico ou nutricionista.
Sorbitol: Encontrado na nas frutas e algas marinhas. Possui 4
Kcal/g , e as pessoas com diabetes só devem utilizá-lo
com orientação médica ou nutricionista. É
estável no calor. Em combinação com outros
adoçantes (sorbitol, acessulfame-K, aspartame, ciclamato,
sacarina ou esteovídeo) é empregado na fabricação
de biscoitos, chocolates, goma de mascar e refrigerantes.
Manitol: Encontrado em vegetais e algas marinhas. É bastante
estável às altas temperaturas. É utilizado
em combinação com o sorbitol na indústria
alimentícia.
Esteovídeo: Possui o poder adoçante 300 vezes superior
à sacarose. Extraído da planta Stevia Rebaudiana.
É associado ao adoçante sacarose, frutose, glucose,
lactose, maltose, sorbitol, manitol, aspartame, ciclamato, sacarina
ou xylitol para melhorar o seu sabor residual. Apresenta estabilidade
em altas temperaturas. Não contém calorias.
Para Sobremesa
Se você escolher para comer alimentos com açúcar,
adoçantes com baixas calorias, ambos, ou nenhum, há
quatro sugestões para uma vida com diabetes mais doce:
1- Consulte somente nutricionista formada(o) para desenvolver
um plano alimentar personalizado. Uma boa avaliação
nutricional o ajudará a aprender quanto carboidrato é
necessário para manter os níveis de glicose no sangue
no nível certo durante as refeições e lanches.
2- Limite gorduras saturadas, as quais andam muitas vezes de
mãos dadas com o açúcar em alguns alimentos
doces.
3- Aprenda a ler a “Informação Nutricional”
nos rótulos dos alimentos para saber quanto o mesmo tem
de gordura, proteína, e carboidrato.
4- Coma frutas variadas, legumes, produtos lácteos de
baixas calorias e alimentos com grãos diariamente.